Rotas dos Azulejos - Linha do Minho
Sobre a obra de Eduardo Nery, para Contumil, escreve Hugo Miguel Aguiar dos Santos, na sua tese “Azulejo não é crime!”: “Esta preocupação em criar composições de fácil leitura, para locais de fluxo rápido, é fundamental para que o observador, movendo-se ao ritmo da máquina, possa com maior facilidade apreender a obra. Eduardo Nery compreendeu essa importância ao projetar sessenta e cinco painéis para três plataformas da Estação Ferroviária de Contumil. Reutilizando o módulo de padrão criado em 1966, aplica-o nesta estação com diferentes cores e contrastes entre figura e fundo. Esta alteração garantiu a unidade das superfícies pela continuidade gráfica do motivo e permitiu criar composições de planos com diferentes intensidades luminosas, geralmente organizados em barras verticais. Deste modo, o passageiro observa uma sucessão de ritmos resultantes dos diferentes padrões e das barras obtidas pelas variações de cor, que mediante a velocidade do comboio poderão proporcionar experiências visuais variadas.” 40 PK 2,443 CONTUMIL
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